Partição
Particionamento de disco é a criação de uma ou mais regiões de armazenamento (chamadas partições), para que cada região possa ser gerenciada separadamente. Normalmente, é o primeiro passo de preparar um disco rígido recém-instalado, antes de qualquer sistema de arquivos ser criado. O disco armazena as informações sobre locais e tamanhos das partições em uma área conhecida como tabela de partição que o sistema operacional lê antes de qualquer outra parte do disco. Cada partição, em seguida, aparece para o sistema operacional como um disco "lógico" distinto que usa parte do disco real.
Ferramentas
Os softwares a seguir permitem manipular partições de disco:
gnome-disk-utility - gerencia e configura drives e mídias de disco
gparted - editor de partições GNOME
Parted - manipulador de partições de disco de linha de comando
fdisk - coleção de utilitários de linha de comando
Definições
- Partição primária - Um disco pode ter até 4 partições primárias. Não pode ter mais devido a limitações da tabela de partições primárias do disco. Para contornar essa limitação, uma partição estendida pode ser usada.
- Partição estendida - Uma partição primária especial que é subdividida em partições lógicas. Não pode haver mais de 1 partição estendida em um disco.
- Partição lógica - Uma partição que reside em uma partição estendida
Nomeação de partições
/dev/sda1 A primeira partição primária /dev/sda2 A segunda partição primária /dev/sda3 A terceira partição primária /dev/sda4 Uma partição estendida /dev/sda5 A primeira partição lógica /dev/sda6 A segunda partição lógica etc...
Neste exemplo, /dev/sda4 a a partição estendida. Todas as partições lógicas residem na partição estendida.
LVM
Se você não tem certeza de qual tamanho fazer suas partições, usar uma partição /boot ext3 e partições baseadas em lvm2 para as outras pode ser uma boa ideia. A vantagem do LVM é que torna o redimensionamento mais prático. No gerenciador de partição do InstaladorDebian, cada volume lógico é tratado como se fosse um disco no qual você faz partições.
Eu atribuo uma única partição por volume lógico. Então, quando quero aumentar o tamanho de uma partição, eu desmonto as partições de origem e destino, redimensiono (encolho) a partição de origem, redimensiono (encolho) o volume lógico de origem, redimensiono (aumento) o volume lógico do destino, redimensiono (aumento) a partição do destino e, finalmente, remonto. Isso pode soar o mesmo que usar e2fssresize em partições regulares, mas não é.
Partições ext2/3 não podem ser movidas, você só pode ganhar espaço encolhendo a partição anterior, excluindo a partição para crescer e recriando-a maior, ou removendo a partição seguinte, aumentando o tamanho da partição atual e recriando a partição seguinte. Com lvm2, o espaço tem origem de qualquer volume lógico que você escolher para encolher. O lvm lida com os detalhes de onde no disco os blocos de partição realmente estão.
Após o particionamento
Após o particionamento, os números de partição das partições inalteradas podem mudar. Por exemplo, uma partição que costumava ser identificada como /dev/sda7 pode mudar para /dev/sda6 após a exclusão de uma partição. Neste caso, vários arquivos de configuração precisam ser editados:
O arquivo fstab precisa ser alterado para que a partição swap e os vários pontos de montagem estática funcionem corretamente
Se o número da partição de troca (swap) foi alterado, o arquivo /etc/initramfs-tools/config.d/resume também precisa ser editado. Este arquivo indica a partição usada para hibernação; a partição swap é geralmente usada para esta finalidade. update-initramfs -u precisa ser executado depois para atualizar a imagem initramfs.
Veja também
SoftwareRAID no Debian
Links externos
http://www.tldp.org/HOWTO/Partition/index.html ?HowTo de particionamento Linux
http://www.salingfamily.net/trav/linux/lost_partition.html Recuperando uma tabela de partição perdida
